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25 anos sem Jorge Amado: legado ganha celebração na Flipelô

ResumoJorge Amado (1912-2001) permanece como o principal cronista da Bahia, cuja obra converteu a cultura local em patrimônio literário universal. A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) celebra os 25 anos da morte do escritor com programação dedicada ao legado amadiano no centro histórico de Salvador até domingo (9). A homenagem reafirma a influência duradoura do autor na literatura brasileira.

Há 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou a Bahia em literatura universal. A Flipelô celebra o legado do autor com programação no Pelourinho até domingo (9).

Flávio Negrão
Flávio Negrão Produtor cultural · 06 de agosto de 2026
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VereditoHá 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou a Bahia em literatura universal. A Flipelô celebra o legado do autor com programação no Pelourinho até domingo (9).

25 anos sem Jorge Amado: legado do autor ganha celebração na Flipelô

Há 25 anos, o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), o contador de histórias que transformou as ruas, os aromas e a alma baiana em literatura universal. Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia. A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) celebra esse legado com programação até domingo (9).

"É como se Jorge Amado fizesse selfies de Salvador", comparou o historiador Rafael Dantas. Em entrevista à Agência Brasil, Dantas reforçou que Jorge Amado foi uma espécie de "tradutor desse modo de viver da Bahia e do Brasil ao longo do tempo". A declaração foi dada após ele participar de uma mesa que celebrou os 40 anos de criação da Fundação Casa de Jorge Amado, durante a 10ª edição da Flipelô.

O que torna Jorge Amado tão especial?

Nas obras de Amado, a Bahia é descrita não só por meio de suas ruas, comidas e casarios, mas também por seu povo e seus costumes. Toda sua obra promove também uma reflexão sobre os problemas sociais brasileiros. "Jorge vai encontrar um momento de transição do ponto de vista social. Ele retrata uma sociedade baiana, tanto do sul como de Salvador, com resquícios de um passado que era o presente naquele período, com tensões raciais, desigualdades, questões de trabalho, questão de gênero. Ele é um homem do seu tempo escrevendo sobre o seu tempo", afirmou Dantas.

O historiador explicou que Jorge foi uma figura oposta a uma perspectiva que costumava ser ditada pelas elites. "Ele foi buscar o social, o contorno que ele viveu, inclusive aqui, nesse prédio que ele morou, que é o Solar, que é o antigo cortiço em que ele escreveu Suor, para falar sobre a Bahia."

O legado de humanismo e a luta da família

Presente à mesa que debateu os 40 anos de criação da fundação que leva o nome de seu pai, Paloma Jorge Amado falou que seu pai continua muito presente em sua vida. "São 25 anos da morte do meu pai hoje e são 25 anos em que eu sinto tristeza a cada dia", disse ela à reportagem. Para Paloma, seu pai deixou ao país um imenso "legado de humanismo, de igualdade e de fim para os preconceitos". "E é por isso que a gente luta", reforçou.

Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, lembrou que os 25 anos de morte de Jorge Amado coincidem com os 40 anos de existência da fundação que guarda o seu legado. "Todo esse acervo de Jorge Amado, os livros e tudo o que ele contou sobre o nosso povo e sobre a Bahia para o mundo, é fundamental para quem quiser", disse ela.

"Aqui na fundação a gente recebe muitos visitantes que dizem assim: 'Eu vim para a Bahia porque eu li Jubiabá'. Então, eu acho que ele ainda continua sendo nosso porta-voz para o mundo afora. Ele realmente soube contar sobre a nossa cultura e as nossas tradições de uma forma muito romanceada, muito agradável de ler. Esse é um legado que tem que ser levado adiante para as gerações que não tiveram a oportunidade de conviver com ele ainda em vida, produzindo."

A atualidade de Jorge Amado para novos escritores

Para o também escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA) e autor do livro Anésia Cauaçu, que aborda a história da primeira mulher que ingressou no cangaço e viveu no sertão de Jequié, Jorge Amado segue sendo muito atual. "Jorge Amado é minha maior inspiração como escritor e um autor que teve uma importância muito grande para divulgar a cultura popular da Bahia e para divulgar a realidade da Bahia, tanto que seus livros, que foram escritos há 80 anos atrás, continuam bastante atuais", disse.

Flipelô: a maior festa literária da Bahia

Há dez anos, em celebração ao aniversário de nascimento de Jorge Amado (10 de agosto), é realizada a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). A edição deste ano teve início na noite de ontem (4) e será realizada até o próximo domingo (9). A expectativa dos organizadores é que cerca de 250 mil pessoas transitem pelas ruas do Pelourinho para curtir a programação do evento, considerada a maior festa literária da Bahia. Mais informações sobre a programação da Flipelô podem ser acessadas por meio do site oficial.

A repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

Perguntas Frequentes

Quando acontece a Flipelô 2026?

A edição deste ano teve início na noite de ontem (4) e será realizada até o próximo domingo (9).

Onde a Flipelô é realizada?

A festa acontece nas ruas do Pelourinho, em Salvador, na Bahia.

Quantas pessoas são esperadas na Flipelô?

A expectativa dos organizadores é que cerca de 250 mil pessoas transitem pelas ruas do Pelourinho durante o evento.

Qual a relação entre a Flipelô e Jorge Amado?

A Flipelô é realizada há dez anos em celebração ao aniversário de nascimento de Jorge Amado (10 de agosto). A edição de 2026 celebra os 25 anos de morte do autor.

O que é a Fundação Casa de Jorge Amado?

É a instituição que guarda o acervo de Jorge Amado, incluindo livros e tudo o que ele contou sobre o povo e a Bahia. Em 2026, a fundação completa 40 anos de criação.

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